...REJOI AND BE GLAD...

Quero acreditar que os milagres acabam por chegar! Quando nem sempre os esperamos, mas quando mais precisamos deles! Chegam com a mesma intensidade com que os queremos receber... e com a dimensão exacta do que fizemos para os merecer!

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10.6.09

D"esperanças

- Estar de esperanças!
Esta era uma expressão que se ouvia quando alguém aguardava a chegada de um bebé.
(Hei-de ir pesquisar algo mais sobre este assunto. Mas hoje já é tarde.)
Recebi duas belissimas noticias!
Vou ser, duplamente, "tia".
Tia do filho de uma amiga; e tia de um filho de uma prima!

Pode parecer cruel, mas julgo que se a natureza fosse perfeitamente justa (o que penso não é) haveria homens e mulheres que nasciam sem a capacidade de procriar.
Da mesma forma que a infertilidade não afectaria seres que, não duvido, podiam ser "pais" na verdadeira acepção da palavra.

Poderia ficar aqui... dias e dias... a contar coisas dos MEUS pais.
Dos biológicos, dos adoptivos e dos seres HUMANOS (e não só) com que me fui cruzando e que me deixaram preciosas lições de VIDA.
Algumas das quais ainda não entendo porque não amadureci o suficiente.

No entanto, hoje, queria que deixassem a vossa opinião do que é ser mãe ou pai.
Que contem aqui uma história ou partilhem uma opinião.

(Nota: As fotos são "pesadas"! Mas ao pesquisar na net, foram estas que apareceram. E quem sou eu para questionar isso!?)

5.4.09

Um baú chamado passado

Eu bem que escrevi o que era para ser este texto, num papel, mas já não sei onde é que o coloquei…
Vai daí, e como já estou quentinha na cama, também não me vou levantar.
Mas tenho a certeza que… ainda que não saiba dele, há-de estar exactamente onde o deixei!
Lol
Mais coisa, menos coisa, o tal texto vai sair na mesma!

(Nota: O meu telemóvel capuft! Finalmente!!! )

Há dias (todos) em que me questiono:
- Mas que raio fiz eu aos céus para merecer tantas coisas maravilhosas?
No entanto, na perspectiva de qualquer outro ser humano, o meu mundo "maravilhoso e repleto de milagres" pode ser uma ilusória decadência.
E eu respeito a forma de viver dos outros, ainda que não a entenda.

Bem...voltando ao assunto:
No passado (e é sobre isso que vos vou falar) perguntei-me muitas vezes exactamente o contrário:
- Porque é que a vida é tão dura? Porque nada é oferta? Porque se paga com tanto sofrimento a concretização do sonho mais simples?
E assim foi durante algum tempo.
Mas o tempo vai passando e arranjamos formas de enfrentar os nossos fantasmas-pessoais.
Chegou mesmo o tempo em que me convenci de que as coisas más só acontecem às almas que, aos olhos de um Deus, merecem uma segunda oportunidade para alcançar os céus.

Estou agora num presente em que, das duas uma:
Ou estou a ser compensada do que passou, ou estou a receber antecipadamente um bem para compensar o mal que há-de vir!

Não sei bem qual é! Também não interessa muito.
Agradeço simplesmente cada dia que me é dado desta forma.

Quando escrevi o tal texto (que era para ser este) estava a ver o por-do-sol.
Estava plenamente convencida de que é o mais lindo do mundo… porque fui eu que o vi.
E até pode parecer arrogância ou vaidade mas é a mais pura humildade.

Mas… voltando ao “NOSSO” passado:
Ontem, antes de dormir, lá fumei mais um cigarro.
(Não via a minha janela faz tempo.)
Enquanto se consumiam aqueles segundos no fumo e na cinza, perguntei-me:
- Qual foi o momento no meu passado que me permitiu estar agora onde estou?
- A minha vinda para esta cidade. – respondi-me.
- Mas… o que te fez vir para esta cidade?
- O instinto de sobrevivência…
- Mas… Porque esteve ele ameaçado?
- Porque me iludi ao pensar que um amor pode vencer um vicio.
- Porque?
- Porque?
- Porque?
...
E fui colocando questões, umas atrás das outras em busca DO MOMENTO em que realmente a minha MUDOU!
E acabei por encontar!

Foi aquele momento em que simplesmente respondi:
- Não sei.

E deitei-me a pensar que realmente há perguntas para as quais não há respostas.
Talvez o truque esteja em colocar a pergunta certa…
Será?

De qualquer forma há perguntas que não faço, ainda que as pense.
É que há respostas que não se digerem… que não se esquecem… que não se perdoam… que não se colocam simplesmente porque, no mistério, há sempre alguma magia.

E este é o desafio que vos deixo para esta semana.
Pensem, enquanto fazem alguma coisa, ou enquanto não fazem nada, no que é que vos MUDOU, levou a MUDAR ou simplesmente vos TRANSFORMOU no que são…
Partilhem, se entenderem que devem.

É que uma coisa me parece (mais ou menos) lógica:
Se o ontem é um baú,
o amanhã é um tesouro,
o hoje deve ser a chave!

5.1.09

... Pasmada...

Há coisas que me deixam assim!
(Por regra não são as coisas que digo ou faço, pois
em mim já quase nada me surpreende!)

Ultimamente sucedem às dezenas, em catadupa, e deixam-me
sem reflexos, suspensa, presa, perplexa, confusa, feliz, “atolambada”
e sempre, no bom ou no mau, cheinha de vontade de viver!

Hoje, cheguei tarde e liguei o computador.
A intençaõ era apenas tentar ver o e-mail,
que não conseguia abrir desde a semana passada!

Como tinha um comentário no blog,
vim a Kabba e deixei-me navegar, enterrada no sofá,
às escuras...

Sem intenção, fui escorregando até aos primeiros textos do blog…
Li todos os comentários!

Eu que me sentia empanturrada de ideias;
acabei por ficar com uma overdose de emoções,
muito por causa directa das coisas que vocês me tem deixado aqui!

E nisto reparei numa coisa, para a qual todos os dias OLHO, MAS NÃO VEJO!
Li-a com a surpresa típica de quem descobre um mundo novo!

Vou transcrever, depois de deixar beijinhos a todos,
votos de melhoras a quem está “choco” com gripe,
para os sofredores dos ouviditos,
dos males do coração e da alma!

Ponham-se felizes e façam coisas pequenas que vos façam sentir vivos!
A vida, até prova em contrário, é-nos dada para
a usarmos em prol da nossa felicidade e
daquela dos que nos fazem felizes!

Não existem perfeitos!
Existem possíveis!

E cá vai:
Quero acreditar que os milagres acabam por chegar!
Quando nem sempre os esperamos, mas quando mais precisamos deles!
Chegam com a mesma intensidade com que os queremos receber...
...e com a dimensão exacta do que fizemos para os merecer!

Rejoi and be glad!

30.12.08

Retro(in)spectiva

Não sou “pessoinha” de fazer grandes retrospectivas no final de cada ano.
Prefiro fazê-las ao fim de cada dia, tentando digerir o menos bom e acumulando as coisas doces!
No entanto, dois dias atrás, numa conversa com uns AMIGOS, surgiu a seguinte questão:
“- Neste ano, quantos dias achas que foste INfeliz?!”
Instintivamente pensei num número!
ZERO!
Mas, regressada à cama, pensei mais um pouco no assunto.
Que me lembre, tive uns quatro dias maus.

Na verdade não foram nada de mais (comparando com quem sofre), mas vivi-os com imensa dor e intensidade!
Todos os outros foram lindos!
(Isto tendo em conta que cada um tem 24horas e que se existiram horas más, tentei que não dominassem as restantes!)
Tive neuras dia sim, dia não…

(Esta é verdade!)
Mas há que ter em conta, que nas neuras me isolo e tento não enervar ninguém…

Às vezes não dá e também acabei por magoar!
Desculpem qualquer coisinha!
Entraram na minha vida muitas pessoas! Mas o especial é que todas são muito especiais!
Foi até, penso, o meu melhor ano de sempre!
Não perdi ninguém e os que partiram da minha vida, voltaram de uma forma ou outra e isso deixa-me feliz.
Não estou a ser (falsamente) optimista!
Deixei muitas coisas por dizer e muitas por viver!

E dificuldades, desilusões, momentos de dúvida, finais e recomeços, lágrimas e dores todos temos!
Mas a capacidade de pensar que após a chuva, vem o sol (ainda que demore) é um exercício que o coração e o cérebro têm de fazer todos os dias!
Não farei grandes planos para o Ano Novo, mas termino o velho com projectos que quero experimentar, consciente de que tudo tem um custo.
Nesta véspera de mais um fim de ano, não o vejo como isso!
Vejo-o apenas como um recomeço.
Sinto-o apaixonada.
Olho-o cheia de força.
Cheira-me que vai ser duro mas compensador!
Acho, porque quero muito, que vou concretizar um dos meus pouquissimos sonhos e quero muito, muito, muito não perder a capacidade de ser simples e feliz nas coisas pequenas! Tentarei continuar a mudar algumas coisas em mim, que não me acrescentam nada de bom, e vou esforçar-me por continuar a conquistar o que quero para mim...

(O que por acaso não é nada dificil, porque é muitoooo pouco!)
E não farei estas coisas para o ano, mas sim sempre!Cá nos encontramos para o ano!
Lá para dia 2, que no dia 1 devo andar de ressaca!
Divirtam-se na passagem do ano!
Abracem, riam, chorem, bebam (ou não), pulem, gritem, dancem, cantem e sejam felizes a cada segundo das vossas vidas! Porque cada dia que passa é menos um!
Beijinhos!

25.12.08

Flash´s de Natal...

Um menino Jesus...... Juntá-los é uma espécie de milagre...
...Afinal já eramos 10... e ainda faltam tantosssss...
... A caminho de......Outro caminho para...
... O fogo do MAIOR amor (a minha familia)...
...A missa do galo soube-me assim...a...
(Não sei explicar!)
Deve ter sido da companhia, do coro, da mensagem ou do meu mano...
... Tão agarradinhos que elessssss dormiram...
Gosti!
... De volta a...
... A prenda perfeita!...
(De mim, para mim...)
Depois do Natal impagável de 2008.
Foi o mais simples, o mais terno, o mais simbolico, o mais emotivo
e o mais amoroso...de sempre...

22.12.08

O impagável Natal de 84...

Como devem saber, recebo os vossos (deliciosos) comentários no mail.
Hoje, entre dezenas de mail´s de publicidade e lixo cibernético, procurei instintivamente “laraemkabba”.

Abri um mail… um sorriso.
Outro… uma gargalhada.
E outro e outro e outro… uma cara séria, umas lágrimas nos olhos, uns quantos sorrisos e uma gargalhada bem sonora!

Obrigada a todos, de coração!
(Deixo uma vez mais, votos de uma noite mágica)

Os vossos post´s fizeram-me recuar muitos anos no tempo, até à minha infância mais colorida, e vou deixar-vos (mais) um pedacinho de mim.

Era uma vez…
Suponho que em 1984, porque ainda andava na pré-escola.
Era redondinha como uma lontra, tinha umas bochechinhas à Branca de Neve e um cabelo escuro e longo como a crina de um potro!
Tinha um pai e uma mãe, juntos, 20 tios e muitos primos e meninos para brincar!

Por essa altura, depois de mais uma fase difícil, os meus pais mudaram de casa, para uma aldeia no interior do país.

Na rua estreita, naquela manhã, cheirava a broa quente e a galinhas depenadas...

Eu estava a jogar ao esconde-esconde com os meus amigos da rua.
Estava de férias!
A minha mãe chamou-me para o almoço, dando um grito do lado de dentro do muro alto.


Havia um portão, rodeado de roseiras e uma escadinha estreita subia num dez degraus, húmidos, até um pátio enorme onde estavam patos, perus, gansos e galinhas!
Tantos que todos os dias levava uma traulitada por entrar em casa com as botas cheias de bosta!
- Mas eu não consigo voar!

(devia ter argumentado com a minha mãe e com a colher de pau!)

Do lado direito do pátio havia uma cancela de madeira que dava acesso a um quintal com hortaliças, árvores de fruto e uma retrete!
- SIM! A retrete era um buraco de madeira, dentro de uma casota!

E só não usávamos folhas de couve para limpar o ´dito` porque éramos uma família muito sofisticada para a média da aldeia, na altura.

À esquerda do pátio, erguia-se uma casa de dois andares, completamente ampla na cave e com as divisões no primeiro andar.
O alpendre que dava acesso às divisões era uma gigantesca varanda de madeira, com um telheiro todo catita, onde a minha mãe me fez um baloiço.

Enchia a varanda de plantas e gatos. Era uma alegria.

Nesse Dezembro, depois do almoço, fui ao musgo com a minha mãe e ajudei no presépio, com os bonecos de cartolina que tinha feito na escolinha.
Ao meu pai cabia a tarefa de ir buscar um pinheiro.
Eu corria pela casa, enquanto o meu pai entrava com o pinheiro, já enterrado num vaso, e o colocava num cantinho da sala, ao lado do janelão de madeira.

- Pai? O Pai-natal vem aqui? Vem? Vem?...
- Claro. – disse ele sem paciência. - Basta que te portes bem e estejas quieta.
- Mas pai… Nós mudámos de casa e o Pai-Natal não sabe onde é que eu moro…
Ele não me respondeu e fiquei preocupada.


A minha mãe pendurava as luzinhas, as fitas e as figurinhas de chocolate (que eu comia durante a noite, às escondidas. E depois enchia os papeis de prata com algodão para ela não ver! Que saudades do sabor das pinhas e dos sininhos de chocolate!) enquanto eu insistia que o pai-natal não sabia qual era a minha casa.
Foi então que eles decidiram resolver o problema.
Sentamo-nos os três numa mesa e a minha mãe escreveu uma carta, que eu ditei ao Pai-Natal, e meteu-a no correio na manhã seguinte.


Nesse Natal não tive os Pinipons, nem a barbie não-sei-das-quantas.
Acho que ainda chorei. Mas passou depressa.
Nos anos seguintes aprendi que não podemos ter tudo o que a nossa vontade ordena, ainda que o dinheiro as possa comprar.


Já bem grandota, argumentava, num outro Natal qualquer com o meu pai, enquanto “batia com a sapateta no chão” (como ele costumava gozar), ao som de umas trombas de metro:
- Vá lá pai! Não te peço mais nada! Fogooooooo…
- Lara, ouve: Não vou dar-te uma coisa, ainda que possa, que poderás não poder comprar quando fores grande. Não te vou habituar a ter tudo. Entendes?
- Mas oh pai! Todos os meus amigos tem um! Porque é que eu não posso ter? É injusto, pá!
- Porque prefiro que sejas uma menina zangada com o pai, que uma mulher frustrada com o mundo e sem valores!

Isto não me tirou a revolta na altura, mas deve ter sido uma grande prenda, porque a trago comigo até hoje.

Uns brincos são uns brincos e um dia não são dias.
As paixões servem para nos fazerem felizes e não para nos fazerem sofrer!
Prefiro continuar a sonhar com um amor que não tenho, a possuir algo que depois não saiba amar!
Prefiro sonhar que destruir!
Talvez por isso esteja assim, solteirinha-da-silva, aos 29anos.
E não me parece muito bem que fosse de outra forma.
Mas não deixo de sonhar com os amoressssssss...
:)
E quem sabe um dia não poderei comprar tudo o que está à venda?
Mas será que alguma vez poderei ter tudo aquilo que não se vende?

Meus amores...
Temo que o meu pai tinha razão...

E com esta história vos deixo,
quentinhos,
felizes e
apaixonados por todas as coisas
"impagáveis"…
Mil beijinhos Natalícios.

9.12.08

............Amores na areia..................

Visto por ele, o mundo é tantoooo maiiii lindo...
Ou se está em terra...
Ou se está no mar...
Ou estou em AMBOS!
Sem estar verdadeiramente em nenhum...
... Lá vão eles... Ela atrás das gaivotas. Ele atrás dela... E eu atrás de todos...
Lembrei-me de ti...
Para onde vão elas?... - Posso ir?...
... Geladinhaaaaaaaaaa...
A verdadeira "Estrela" (num momento de pausa)
Pinturas rupestres à beira-mar.
E se não é Deus...
Olhos nos olhos... Pata na ´pata`...
Se ele está com este olhar apaixonado,
;) imaginem eu!

29.11.08

.................. ASHES....................







Queimo tudo o que vivi e ardo em ti.
Simplesmente, ardo aqui e queimo tudo!
Queimo tudo o que nos impediu de ser feliz!

Queimo as fotos, as lembranças e os sonhos.
As viagens que fizemos abraçados.
E as promessas que fizemos sem querer.

Ateio o fogo às palavras que dissemos.
Às noites que passamos acordados, a olhar…
Às tristezas que choramos por amor!

São as falésias que consumimos à lareira…
São as cinzas, coloridas, que plantamos…
São o amor que sopramos, juntos, frente ao mar…
São os pores-do-sol que vivemos de mão dada…
São o amor que se viveu sem se saber…

Mil sorrisos…
Mil abraços…
Mil memórias…


Queimo as ânsias doidas de se ter…

Alvoradas consumidas em desejo...
Os desenhos que fizeste na areia…
As marcas que deixaste no meu mundo…


Queimo o cheiro do teu colo e a eternidade que passou…
Queimo o que levaste e não trouxeste.
Queimo tudo o que deixaste e me magoa.
Queimo os lençóis, as paredes e as lágrimas.
Queimo as feridas que te abri.

Queimo tudo.
Até o mundo que conheço!
Nada importa!
Dispo a roupa que me sobra…
Vou voar…
Queimo tudo para morrer e estar de volta.
Choro, grito, ardo e evaporo.
Pouco importa!
Vou arder tudo até ser cinzas.
Vou renascer no teu olhar!

25.11.08

MANUAL DE INSTRUÇÕES, EM CASO DE O CASO DE EMERGÊNCIA NÃO RESULTAR


MANUAL DE INSTRUÇÕES:
Para o manuseamento deste post, é essencial que reúnam as seguintes condições:
1 - Não leiam NADA disto, enquanto não tiverem a certeza de que NADA vos vai perturbar durante uma hora.
Já está?
Então… siga…

2 – Desligar a TV ou qualquer outra “fonte” de ruído.
3 – Vestir um pijama ou uma roupa confortável e quente.
4 - Procurar um cantinho no chão onde se possam movimentar.
5 – Arranjar uma folha ou pedaço de papel e algo que escreva (o computador não vale!)

Agora estão em condições de ler o post.
Tirem as notas necessárias. Depois desliguem ou afastem-se do computador, usem o chão e toca e espremer esse coração.

Se a coisa complicar, durante o processo, têm sempre esta alternativa:

MANUAL DE INSTRUÇÕES, EM CASOS DE EMERGENCIA:
A – Recomeçar do zero e fazer o que expliquei do ponto 1 a 4.
B - Sentem-se no chão com os calcanhares debaixo da bunda.
C - Endireitem as costas e inspirem o mais profundo que conseguirem.
D - Expirem todo o ar até não sair mais nada. Usando o abdómen, tentem respirar calma e profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca.
E - Mantenham os olhos fechados.
F – Começando nas orelhas e acabando na ponta dos pés, tentem fazer um movimento com o corpo em que sintam que estão a estimular, um por um, todos os vossos músculos e tendões.
G – Quando terminarem (o que leva algum tempo), estiquem os braços para o céu, unidos por ambas as mãos e agradeçam cada parte do vosso corpo que estiveram a usar.
Até aqui, tudo bem? Então, vamos virar-nos para dentro....
H - Toca a cruzar as perninhas à Chinês e endireitar as costas.
A respiração abranda outra vez!
Mãos em cima dos joelhos, com as palmas viradas para o céu.
Juntem a ponta do dedo médio ao polegar, sem fazer pressão.
(Eu, aprendi que para me concentrar no nada, ou seja para me desconcentrar de mim mesma, tenho de pensar em algo muito concreto. Por isso, regra geral rezo todas as orações que conheço, lentamente, enquanto tento criar um filme para as palavras que vou recitando. Usem a técnica que melhor vos couber!)
I – No fim, sintam a vossa energia/calor circular entre os dedos e iniciem uma viagem interior, em que o objectivo é não pensar em nada.
Fuir…
Não há mapas, caminhos, tecnicismos ou objectivos…
Podem haver muitos caminhos para vocês próprios.
Escolham um! O mais bonito, talvez…
(É comum, como técnica, que tentem pensar que são uma molécula de oxigénio. Inspiram e vão percorrendo cada recanto de vos próprios usando a vossa imaginação.)
(A este propósito, leiam a nota no fim do post *. Mas SÓOOOOO depois de fazerem o que sugeri antes.)

H – Deixem-se levar, no e pelo vazio, procurando algo especial…

Ainda tem tempo para continuar a fluir e…
Não interessa onde vão chegar, mas o que vos acontece na viagem!


Se não conseguirem (des)concentrar-se é normal! É como aprender a andar! Leva tempo...
MANUAL DE INSTRUÇÕES, EM CASO DE O CASO DE EMERGÊNCIA NÃO RESULTAR:

Do lado direito do ecrã, um pouco mais abaixo, têm uns link´s do Youtube sobre: yoga, meditação e afins...De coração aberto, vejam-nos. Repitam o processo, adaptado ao vosso grau de cepticismo e…

Boa viagem!
Quando voltarem, não esqueçam de dar noticias!

Tudo isto para quê?
Para no fim, agarrarem no papel e no lápis, e responderem a estas questões:
(eu ainda não consegui respostas que me satisfizessem, mas tentarei!)
- Quem sou eu?
- De onde venho?
- Para onde quero ir?
- O que faço aqui?
Parece fácil, óbvio e estúpido?
Então DESAFIO-VOS a tentarem responder!
E isto tudo vem a propósito daquele pequeno livro que andei a ler: “O labirinto da Felicidade”.
Uma parceria entre Alex R. e Francesc Miralles. Um livro sobre Ariadna, uma mulher de 33 anos, que percorre um labirinto muito especial. É uma leitura tão simples, que seria entendida por uma criança da primária. Mas… o livro é como tudo o resto! Não interessa só o que lá está escrito, mas o que queremos ler nele!

Para abrir o apetite para a leitura e para a prática da meditação deixo 2 ou 3 excertos, que arranquei das páginas, aleatoriamente, de olhos fechados:
´ - Cala-te!`
´- Ninguém sai do labirinto.`
´- A maior parte dos obstáculos que encontramos somos nós que os criamos, porque temos medo de realizar os nossos sonhos.`
´- É agora ou nunca.`
´- Por mais pequena que seja a tua janela, o céu continuará a ter o mesmo tamanho.`
´- O cão guiar-te-à. Ele, tal como eu, é cego.`
´- É mais fácil caminhar entre muros, que encontrar o nosso caminho.`


* Nota:
Uma vez, em conversa com o meu pai ele disse-me algo do género:
(e nem comento. Deixo isso ao critério da fé de cada um!)
- Tudo se resume nisto, Lara. E se realmente acreditares nisto, tudo será paz. Tudo será cura. Tudo será felicidade. Deus está em tudo, até no átomo mais ínfimo. De cada vez que respiras, levas Deus a todo o teu corpo. ELE, tudo saberá a teu respeito. Nem adianta que tentes esconder-te. Ele sabe-te e ele respeita-te. Dentro de ti ELE poderá curar… salvar… limpar… Poderá fazer dentro de ti todos os milagres. Para isso só tens de levar Deus, também, à tua alma. Para isso basta que O recebas, O acolhas e O ames. Se tiveres consciência disto, ele estará em ti. Ao expirares, ele entrará em todos os seres vivos que te rodeiam e assim, levando um pouco de ti, alimentará outros corpos e outras almas, que mais cedo ou mais tarde, retomarão ao teu corpo para continuar aquilo que começaste.
Ps- O meu pai nunca fez yoga ou meditação e não me parece que a julgue importante. Mas nunca perguntei…

Ps- E se depois disto pensas que estou menos perdida que tu, estás ENGANADO/A.
"- Sou grata..."

21.11.08

*AMO-TE*

Com grande quota de culpa do meu pai, sou hoje, aquilo que sou!
(Mais ou menos boa, conforme sopram os ventos e as gentes!).
- EH MIGA, ISSO É FROIDDDDDDD! – vão gritar vocês.
- Complexo de Édipo?… - acrescento eu, a rir.
–Mas não! Isso era fácil demais para explicar o que vão ler! Senão, reparem nisto:



Meu pai:
Foi ele que me ensinou as letras, me deu um microscópio, que me viu nascer e me fez (esta deve ter sido parte que custou menos!) e me adormeceu nas noites do bicho papão.
Foi ele que me convenceu a deixar de fazer xixi na cama e me ensinou a gostar de ajudar.
Foi ele que me levou para o teatro, que me ensinou a andar de bicicleta.
Que me ensinou a tabuada, o teorema de pitágoras ou a fazer favas com chouriço.

Foi para ele que escrevi o Ladrão de água, é com ele no pensamento que enfrento os meus dias. Cada palavra dele, dita ou silenciada, tem o peso da palavra sagrada.
Com ele recomecei a minha vida, várias vezes.
Vi-o perder e ganhar.
Vi-o sofrer que nem doido.


Foi ele que me acudiu.
Que nunca me abandonou.
Que me ralhou e me disse: NÃO!

Foi com ele que descobri sítios lindos no nosso pais e arredores.
Foi graças a ele que tenho uma família. Não temos mais nada a não ser o nosso núcleo familiar, de 4 elementos. Todos os outros já partiram para o céu…



Foi ele que me safou de muitos problemas, que nunca me ILUDIU...
Que me ensinou que nada se olha só de um ângulo, que me puxou as orelhas, e fingiu não me ver chorar.

Que me explicou que as meninas crescem, que ficam com mamas e neuras, e tem a mestruação.


Foi ele que me perdoou… asneira após asneira...
Também foi com ele que discuti, que magoei, e a quem virei as costas quando decidi sair de casa aos 17 anos.
Foi ele que me deixou ir à luta sozinha, mas que sempre ficou no escurinho a colocar-me miminhos no caminho!

Foi, e é, para ele que vou a correr quando precisa de mim…
Passo dias sem falar com ele…
Quando estou triste, ligo-lhe.
Quando tenho mais um amor acabado, chamo-o.
Quando estou feliz, chego até ele.
Digo-lhe que o amo sem (outros) motivos…


Quando eu tinha 10 anos, os meus pais separaram-se.
Dada a gravidade da situação, fiquei sob a “custódia” do pai.
Só com a roupa que tínhamos no corpo e a minha almofada (da qual ainda hoje não me separo, nem que chovam picaretas), fomos morar para bem longe, num res/chão de uma casa/garagem, que nem WC tinha, mas tinha ratazanas do tamanho de coelhos.

Era algures na Primavera dos meus 10 anos…
Por altura do meu aniversário, no Outono, eu tinha já tinha alguma roupa, uma casa de banho, livros e uma bicicleta, um quarto só para mim, uma sala forrada a madeira, talheres, jardim e cuecas…uma cozinha com lareira e armários novos…

TUDO, feito pelo meu pai, entre o trabalho a conduzir um camião de sacos de cimento (que carregava e descarregava à mão), o ajudar-me na escola e a sua namorada nova, que por milagre da vida, veio a ser minha “madrasta”, a Luísa.
Para além de uma mãe nova (que ainda demorei a aceitar), deu-me um mano que adormecia a chuchar no meu dedo mindinho e que amo tanto que até dói.

Ontem, o meu mano ligou-me:
- Mana! Hoje é que vou apanhar uma surra! O pai apanhou-me, cá em casa, com a minha namorada!
- Vestidos ou nus? – perguntei a rir!
(…)
Bem… era mais fumo que fogo; e apesar de nunca ter apanhado uma surra, o medo dele era legitimo! Pisou na bola.
- Sabes como o pai é inteligente… Não lhe mintas e dá um passo à frente dele! Surpreende-o e apanha-o de desprevenido. Faz assim: …
Bla bla bla.
(não interessa expor aqui a técnica!)
Lá ajudei, ri-me e fiz rir, e aliviei a situação.

Ora, o meu pai, (segundo se consta), em vez de perder a cabeça com ele, simplesmente fez aquilo que ele (ou ´alguém normal`) nunca estaria à espera.
Quando soube o que fez, parti-me a rir!
Só mesmo ele.
Só mesmo um coração gigante!
Só mesmo uma alma generosa.
Só mesmo um ser-de-luz…

Quando estava ao telefone com ele, no meio da aparente confusão familiar, disse-me:
- O teu irmão fez isto assim…. Blá blá blá… Tenho cá para mim que há dedo teu aqui! Certo?
Eu ri-me!
- Pois! – respondi sem mais.
- Pois... – disse ele. - Fico feliz por ele se ter socorrido de ti… Fico em paz por saber que são tão amigos! Mas ele não se safa do sermão…

Fez uma pausa e senti-o andar um pouco.
Era fim de dia.
O sol estava a pôr-se.
- Lara. Olha para o céu…
- Porque, pai?
- Verás os planetas alinhados no céu. Vénus não se vê porque só aparece ao nascer do sol. É algo que só se repetirá apenas daqui a 35 anos… Nessa altura não estarei cá, para olhar este céu, ao mesmo tempo que tu…

A voz dele tremeu.
O meu nariz encheu-se de uma vontade incontrolável de chorar.
O meu coração parou e arrancou a seguir.
Senti-me perdida.
Longe.
Triste.
Desesperada.
Amada.
Orgulhosa.
Feliz por ser dele…


Fui à janela e olhei o mesmo céu que ele.
Mercúrio, Marte e Júpiter, alinhados de oriente para o mar! Brilhantes e grandes. Distintos de todo o céu!
Tal como o meu pai se distingue que qualquer outra estrela do universo.
- Pai… Não digas isso! Estarás cá, sim… Seremos eternos...


- Pai: Não há sentimento que explique 29 anos do teu lado.
Nem as palavra amor, gratidão, paixão ou dádiva… todas juntas!
Nada! Nada! Nada!

Quero-te, EGOISTAMENTE, para sempre AQUI!
Porque sem a tua luz, não existirão estrelas no céu!...