...REJOI AND BE GLAD...

Quero acreditar que os milagres acabam por chegar! Quando nem sempre os esperamos, mas quando mais precisamos deles! Chegam com a mesma intensidade com que os queremos receber... e com a dimensão exacta do que fizemos para os merecer!

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24.6.09

"AGENTE" encontra-se por ai...

Não sei muito bem quando comecei a coleccionar este tipo de imagens...
Quando ia fazer um DELETE na pasta KABBA encontrei-as e pensei:

- Talvez esteja na hora de as colocar...
Escolhi ao acaso quatro e cá ficam!
Assim... para a despedida!

Se precisarem de enviar alguma mensagem, usem um dos meus e-mails: "Lara"
TODOS os beijos que tenho para dar... são para vocês!

Façam o favor de serem felizes!
Tanto, como me fizeram a mim! Obrigada... do coração!


"AGENTE" vê-se por ai...

5.6.09

Saudade do que está para vir

...Se o tempo voltasse atrásssss...
(muito para trás, porque estou a ficar velhota!)
... e eu pudesse acordar num qualquer dia da minha infância voltava aos tempos da escolinha.
Ao tempo em que brincava a trepar às árvores com os amigos e brincar às professoras com as amigas.
Voltava ao tempo em que andar descalça e brincar na chuva nos deixava duros e não simplesmente molhados e sujos. Voltava a passar os dedos no tulicreme e a lavar-me com sabão azul.Gostava de olhar para mim e pensar que nunca ia crescer e que já tinha nascido assim grande.
Voltava ao tempo em que não havia relógio e em que os adultos não se aturavam.
Voltava a deitar-me com o Vitinho e a levantar-me para ver o Dartacão.
Gostava de poder voltar a sair de casa, a correr pelos campos fora e chegar a casa com a roupa rota. Hoje também posso, mas não vou ouvir a minha mãe a ralhar.Gostava de voltar a guardar o pijama dentro do meu palhaço e de adormecer no colo do pai. Gostava de voltar a ver um muito bom na ficha de matemática. Voltava chorar por não decorar a tabuada, por ter medo dos piolhos, por não poder comer mais pudim.
Voltava ao tempo em que o fogão era de lenha e os banhos na bacia.Aos tempos em que o meu avô saia com o rebanho e jogavamos às cartas debaixo das oliveiras. Voltava ao tempo em que eu lhe ganhava a fazer batota e em que ele comia o pão duro e me dava o queijo.
Gostava de voltar a procurar belindes nas garrafas da lixivia e prendas debaixo da árvore de Natal.
De ir à missa depois da Catequese. De ir para o teatro e de férias para a avó e no mesmo quarto eramos seis.

Tenho saudades "dos amigos de escola". Porque os "amigos de escola" não são só os da infância, mas os que andam de mãos dadas!

E não havia/há passado, nem havia/há futuro, nem havia/há nada para além do aqui e do agora. Partilhava-se o lanche, brincava-se e crescia-se feliz. Não é que não tenha sido/tenha lutado por ser a criança mais feliz... nem a adolescente mais feliz... nem a recém adulta mais feliz! É que sinto saudades de não ter brincado o suficiente com as pessoas que foram passando pela minha vida. Saudades de brincar como as crianças!

Lembrei-me, hoje, de uma pessoa que se cruzou uma vez na minha vida, por menos de 5 minutos e me disse: - Nasceste velha. É. Não é que seja mau. ;Mas vais morrer criança.

E hoje, envelhecendo, sinto-me cada vez mais... como deveria ter sido e não (sei se) fui!

(Tenho muitas saudades do JP. E do Lino! Bom fim-semana e beijinhos para a Maria e para a Lélita. Os outros, tenho mais sorte e ainda os vou vendo por aqui.)

12.3.09

Só há um local...

Só há um lugar melhor que o "aqui". O "Lá"...
E nada faria sentido se assim não fosse...

7.3.09

Nada do que tenho é meu. São só metáforas…



Amorno na casa que é tua, amiga…
ouvindo a música do João… e que amo.
Com os pés sobre os apontamentos da Luisa…
desfolho os livros do Lino e do Jaime e penso, por alto, naquilo que já fo(u)i.




Saboreio os bom-bons da “miolo”, com um café das Arábias…
Sinto a dor da alma, en(volta), a quem me dou…
Espero, sem pressa, UM amanhã.
Estendo o corpo ao “prodígio”, por fé.




Recordo o destino de ontem e o balde das pipoca.
Lembro, Ivone, a tua mão sobre a minha.
Já tapei O buraco com chiclete.
E no ar paira o cheiro do alcatrão e da baunilha…
E a incensos de Maria!

Nada do que tenho é meu.
São só metáforas.



Entretenho a cabeça e cumpro as promessas.
Tenho-te no coração… sempre!
Ainda que longe.

TUDO de BOM!

O juízo? – Perdi-o… (?)

3.3.09

Encerrado

Depois de me deitar às duas da manha, de me levantar às sete, de viajar para Coimbra... Sento-me cinco minutos, frente ao pc, em troca de cinco minutos de almoço!
Por vezes prescindimos dos alimentos, em prol de outras coisas que nos fazem melhor!
Há coisas em que magoamos os outros e coisas em que os outros nos magam!
Para não ferir mais ninguém, até que eu tenha tempo para vir gerir este blog, estão oficialmente ENCERRADOS os comentários.
Em breve, acaba-se a falta de tempo.

Beijinhos a todos os que vivem de bem, por bem e para o bem!

23.2.09

Dez motivos para rir..muitoooooo

Volto depois para escrever um textinho.
Bom Carnaval para todos!

13.2.09

"To love or not to love"

E cá estou eu!
(O que por acaso nem é muito bom sinal, tirando o “estou viva”!)
Venho, não festejar, mas desejar-vos um “dia dos Namorados” bem-bom…
Parece que o dia N, chegou!
Ou seja, que tenham um dia/noite docinho e picante, Q.B.
Ora este texto vai estar dividido em dois.
: Uma parte para os apaixonados que namoram com quem amam.
: Outra para os apaixonados que não namoram,
para os não apaixonados e que não namoram e
para os que namoram sem estar apaixonados
(que das 4 é a mais deprimente, na minha opinião!)
- Em qual estás tu?

: Para os que se incluem na primeira parte:
Divirtam-se e façam por rir! MUITO!
Estar apaixonado e ser amado de volta é uma coisa absolutamente maravilhosa (se bem me lembro!).
Estou a fazer um esforço para não deixar os dedos escreverem o que estou a pensar! Quero transmitir-vos algo de positivo!
Como a minha cabeça está algures no topo da Serra, e estou com um nó na garganta, vou encurtar o discurso e como me lembrei de vos colocar umas questões (que podem parecer chocantes), cá vão elas!
Pensei que podem dar-vos um empurrãozinho para o caso de ainda não saberem o que fazer neste dia ou nos que se seguem (porque o amor é um exercício diário)…
São para reflexão ou podem responder nos comentários!

- Se soubessem que hoje é o ultimo dia em que vão estar com o vosso amor, o que queriam dizer-lhe para não carregarem culpa até ao resto dos vossos dias?
- Qual a coisa mais deliciosa que já fizeram juntos?
- Qual seria a coisa (não material) que gostarias que te fosse oferecida por quem amas?
- Quando viste no rosto e no olhar de quem amas o MAIOR sorriso de sempre?


Ora, dadas as respostas, toca a colocá-las todas em prática e ainda as mais que se lembrarem!
Vale tudo para serem/fazerem felizes.

Agora que já despachei o pessoal que vai curtir o S. Valentim à grande, já posso soltar a ponta dos dedos!
Hi hi…
(Tou um cadito vinagreira… mas passa! lol)
Para os que não tem companhia, porque amam outrem;
ou para os que não amam;
ou ainda para os que tem uma companhia que na verdade não é quem desejavam,
vou deixar um post para vos aquecer o coração.
Melhor, vou deixar algo para vos esvaziar o cérebro!

Enquanto lêem não sentem - e se não sentem, não dói!

É claro que têm milhões de alternativas a passar a noite em Kabba.
E espero bem que estejam a divertir-se à grande e que não apareçam por aqui!
De qualquer forma, pelo sim pelo não, e visto porque temos a tendência a isolar-nos nestes dias, desejo-vos uma boa noite… na companhia… das minhas palavritas!

Acabei de dar uma volta muito rápida na net a ver o que anda o pessoal a fazer neste dia!
Ganhei uma coisa:
Uma dor de cabeça.
E perdi outra:

Tempo.
Parece que o consumismo está em grande, apesar da crise.
Além disso, andar a ler lindas e comoventes declarações de amor não é coisa para eu fazer hoje.
Por isso, coloco a net de lado e são só vocês e eu!

- Já tiveram aquela sensação de que estão no sítio certo, na companhia certa, com o dia perfeito, o sol perfeito, o ambiente perfeito, o sentimento perfeito e…
sucede algo que vos faz gritar em silêncio (?):
- MAS O QUE É ISTO???????
Tudo tão perfeito e de repente ficam com a certeza de que ali, no meio da perfeição, só há uma coisita fora do sítio:
NÓS PRÓPRIOS!
Então, agarras no que resta do teu orgulho, engoles a ranhoca, colocas um sorriso e sais em grande, fugindo até ao muro mais próximo, atrás do qual te escondes, enquanto choras a tentar entender o que aconteceu…
(A descrição é absurda e um bocado fora do contexto, mas o que conta é o sentimento que transmite.)

Pois é!
Não sei se já vos aconteceu… mas a mim já (infelizmente) e em muitas/bizarras situações.
E parece-me que todos nós, alguma altura na vida, já fomos quem se esconde atrás do muro e noutras fomos o príncipe/princesa perfeita da história.

Não sei o que é pior!
Ouvir: - És perfeito/a, mas amo outra pessoa.
Ou
Dizer: - És perfeito/a, mas amo outra pessoa.


Igualmente mau deve ser ter uma “Namorado/a” e não ter nada para festejar!
Ou descobrir que o nosso amor está a festejar com outro/o.
Ou ter um amor que está longe ou que já partiu.
Ou ter um amor que ama e é muito feliz com outra/o…
………………………..
Já estou a deixar-vos mais animados por estarem sozinhos?
(Eu estou a ficar down! Vou mas é parar com a conversa e passo já ao resumo…)

Resumo:
Se amas de verdade - é muitoooooooooooooooooo bom!
Se és amado de volta – é perfeito.
Se não és amado por quem amas – O amor é uma me….

Se não amas – é bom (ou melhor, é menos mal)!
Se não amas nada e também não és amado – é mau!
Se não amas e és amado por alguém – é péssimo!

Moral da história:
- Não há amores-perfeitos!

E se estás a pensar que acabei de escrever o contrário, umas linhas acima, quando escrevi:

“Se és amado de volta – é perfeito”, eu explico.
É que este amor só será perfeito enquanto for teórico.


A partir do momento em que se pratica, ele pode transformar-se num monstrinho!
Depende do quão longe, quão sacrificado e quão partilhado cada um dos amantes estiverem dispostos a ir para fazer deste amor um amor-mais-que-perfeito, nas suas imperfeições.


E assim, de véspera, deixo o meu contributo para este dia, algures entre um fim de tarde de sexta-feira 13, e uma passagem pelo lado de lá do muro!

Deixem comentários a comentar as vossas veias românticas!
Estou a precisar de ler uns belos actos de fé/romantismo!

Beijinhos ENCARNADOS, para todos!


(Vou tentar arranjar uma música para deixar aqui… Fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…)

30.1.09

(Não liguem...
Coloquei-o aqui só para poder olhar para ele.
Amor à primeira vista...
Sabem como é...)
Bom fim-de-semana para TODOOOSSSSS!

18.1.09

Sexo e a cidade.

- Lamento informar que este titulo é só mais uma publicidade enganosa.
Não vou falar de sexo, e da cidade também não sei nada!
- Fica provado que vocês também são marotos!

Vá lá, pensem se o título não vos chamou a atenção…
- Aviso também que estou com os efeitos do Jet-lag e que os fusos horários estão a turvar-me o raciocínio…

(já explico porquê!)

Ontem dormi no sofá antes de ir para a cama.

Na cama dormi dez horas seguidas.
Levantei-me, espreitei a janela e soltou-se um “- cum catano”.
Nem precisei de ir ver o mar!
Vi-o ontem e ia piorar.
Apesar de estar a uns quinze minutos a pé, ouço-o bater na janela como se estivesse na praia!
Não me apetece ir confirmar!

Limitei-me a respirar o dia todo.
Comi, (demais, alias), e fui para o sofá.
Dormi.
Levantei-me, comi, tomei banho e preparo-me para ir para a cama mais oito horas.
Cura de sono…

Numa fugaz passagem pela TV, vejo o Hommer a ler uma pilha de livros!…

Ora! Tive de parar! Algo está errado nos Simpsons!
Uns segundos depois, tudo voltou ao normal.

Ligo o computador e tento, sem empenho, preparar a semana de testes no curso nocturno. Tou burra e desisto!

Então venho a Kabba e abro os comentários.
;)
(Antes de mais, obrigada por se expressarem quanto ao que foi escrito.)
Leio pela segunda vez o textos da “Oxitocinas” e faz-me menos sentido.
Recordo o momento em que o escrevi compulsivamente e passa a fazer todo o sentido.

Ficou muito incompleto, visto assim!

No fundo, não parece que alguém tenha pensado bem no que implicitamente quis transmitir.
O amor pode ter muitas formas, motivações, objectos, causas e efeitos.

No entanto, falo por mim, não ser amada de volta não é motivo para desistir do amor.
Faz parte!
Da mesma forma que não podemos amar todas as pessoas, aquele que amamos tem a mesma probabilidade de não nos amar, apesar do que sentimos.

Dai que quando, quase por milagre, duas pessoas se amam e isso é recíproco….
Oh pá! Bingo!
Mais improvável que ganhar a lotaria!
Então, o lógico seria aproveitar esse milagre e ser feliz até doer?!

Deveria ser assim, não acham?

Mas… tal como eu, todos arranjamos forma de estragar tudo e cuspir no próprio prato onde vamos comer! Nem sempre nos apercebemos que é amor.
Nem sempre esperamos para confirmar o que nos parece, instintivamente, obvio.
Depois tudo depende do quanto o outro se sente magoado (com ou sem fundamentos).

Já passaram por coisas parecidas, não?

Amar alguém que não me ama, traz-me (penso) mais vantagens, que o contrário. Não estou a ser cínica, nem choro, não me sinto infeliz e nunca me faria de vitima com um assunto que tanto adoro e aprendi a respeitar!

Mas para além das vantagens, também traz algumas dores!

É aqui que julgo ser diferente da maior parte dos Homens.
Não me adianta perseguir, atormentar ou atrapalhar a vida de outra pessoa. Deixo-a seguir, livre; e tento ama-la, liberta.
Acabará por passar, quando eu quiser com todas as forças!

Escrevi este texto, muito por causa do curso que ando a tirar!

Existem quatro linhas de carácter, no elacionamento com os outros, que todos temos em maior ou menor quantidade.
Podemos ser agressivos, passivos, manipuladores ou assertivos.

Depois de fazer umas auto-analises, nas minhas viagens tardias de regresso a casa, vi que uso por vezes estratégias que me fazem andar às voltas com os assuntos e quem sabe errar.
Decidi falar a verdade, contrariando a minha tendência para não falar de assuntos íntimos.
Porque tenho usado estratégias pouco assertivas?
Porque tenho medo de magoar os outros.
E, ai, comecei um erro que facilmente foge do meu controlo.

Estão a identificar-se com o que estou a escrever?

Aos poucos, decidi, que vou tentar mudar e tornar-me melhor.
Agora, que tomei consciência disto, já não tenho a desculpa da ignorância.

Sei que tenho instintos e porque tenho um cérebro, tenho de os controlar!
Estes meus sentimentos não são novidade para ninguém que já tenha parado cinco minutos a VER-me e a analisar a forma como me comporto.


Pena que muitos seres olhem uns para os outros, sem os VER, com um objectivo que ultrapassa em muito a dignidade, a franqueza e o desinteresse material.

Li, na sexta-feira, um livro de uma escritora (se é que poderá ter esse nome) e tenho de escrever aqui, algo que li lá!
Como não sei bem porque o escrevo, espero que faça sentido para alguém que leia isto:
“- Pior que a pessoa que nunca te procura, ou da pessoa que te procura sempre, é aquele que te procura às segundas, quartas e sextas… “

Continuo assim a minha vida.

Tenho muita sorte por conseguir amar e ver em alguém mil motivos para gostar, apesar dos mil defeitos.
Mas a minha vida não pára.
Deviam fazer o mesmo.
Aceito o que vem... e vivo com alegria.

Mas não posso amar, da mesma forma, duas pessoas.
Posso ama-las! Mas não é um copy-paste.
Assim, amo e amarei muitas pessoas, de muitas formas…
Mas até transformar este amor numa outra forma de amar, não serei capaz de amar igual.

O processo leva tempo.
No meu caso levei tempo demais para me aperceber disto e levo muitos meses de atraso. Parece-me que amar também não é sinonimo de sucesso numa vida conjugal. (?)

Pergunto-me, claro, se quem amo não me amará afinal?
Se estarei a fazer a coisa certa, não fazendo coisa alguma?
Resposta com certezas, não tenho.


Uma coisa sei!
É que a minha liberdade de amar termina onde começa a liberdade do outro de não me amar ou amar outro alguém!
Concordam?

16.1.09

Oxitocina & Infatuation

Amo sem certeza de quem és.

Amo as palavras que não dizes.
As tuas infinitas ausências.
A vastidão oculta do teu sorriso.
Amo a dor que carregas em ti e
a solidão deliberada, que parece não ter fim.

Amo o desprezo que tens pelo meu corpo.
O teu desinteresse pelo que sou.
Amo o pedaço da rua onde passas para te esconderes de mim.
O ar que respiras sem pensar.
Amo a distancia que separa os nossos mundos.
Os teus discursos baralhados.
Os teus códigos e silêncios.

Amo a tua revolta.
O teu olhar negro e profundo.
A ausência de um objectivo ou de um rumo.
Amo o pessimismo com que olhas o mundo.
Amo a tua falta de fé, de alegria ou de prazer.
Amo o desprezo que sentes por tudo.
Amo a tua cegueira.

Amo a tua capacidade de esquecer e de abafar.
Amo os sonhos que não tens e o passado que apagaste.
Não tens presente nem esperas nada de um futuro.
Amo os pores-do-sol que te recusas a ver.
Amo o teu desapego.
O teu olhar vago.
Amo os filhos que não vimos nascer.
E o contorno dos teus lábios.

Amo cada segundo dos teus dias.
Ainda que não faças questão de os viver.
Amo a luz do candeeiro que te ilumina ao deitar.
Amo a fugacidade do teu corpo.
O espelho que te reflecte em transparências.
O teu cheiro que ficou para me atormentar.
Os beijos que não são dados.

Amo a tua cabeça vazia e o teu jeito cansado.
Amo a raridade do que és.
Amo as tuas gavetas vazias.
O perfume que não usas.
Amo a frieza dos teus dedos, que só gelam ao tocar-me.

Não gostas de música, de arte ou de rir.
Não acreditas num deus, num homem ou num destino.
Deixas a cama fria e o teu lugar vazio.
Amo esperar e nunca vens.
Partes sem nunca chegar a vir.
Amo que nunca me mintas.
Que não te vendas.
Amo que mostres que me odeies.
Que me mintas.

Gosto de vestir a tua roupa preferida, que não vês.
De dançar sozinha a musica, que não ouves.
De ser tua sem me quereres.
Coloco dois pratos na mesa e nunca estás.
Não sentes fome, nem sede!
Não tens prazer no amor.
Nem crês em mim.
Só sentes o frio dos teus dias.
E recusas o quente porque te dói menos que eu.

Gosto de seguir numa estrada vazia,
No sentido oposto da hora de ponta.
Gosto de ir quando todos param para olhar.
Gosto de lutar sem vencer.

Lutaria, se te quisesse ter à força.
Mas não quero.

Tu nunca estás, nunca és, nunca perguntas…
Nem te dás, nem te comoves, nem agradeces…
És a minha sombra. O meu negativo. O meu oposto.

Nada em ti me magoa,
Em ti amo tudo aquilo que odeio num mortal,
Porque tudo o que amo é teu…
És o que nunca fui.
O que não quero para mim…
És o amor!

Serei um sol.
Distante e eterno,
que nasce quer queiras, ou não.
Vou teimar em iluminar o teu caminho,
ainda que te/me jures que não amas a vida.

Por mais que te mates em cada um dos teus dias,
sem me veres, vou ficar.

26.12.08

Só para "queimar" tempo!

Hoje não era para escrever nadita!
Mas o dia, que se adivinhava cheio (e frutífero), acabou numa “ponte” forçada entre um dia de Natal e um fim-de-semana chuvoso, ventoso e geladinho como convém.
Depois de desmarcarem o que estava combinado, olhei para o relógio e fiquei baralhada!

Sobravam duas hipóteses: ou me dedicava ao ócio ou ao físico.
Ainda tentei a segunda, voando até à praia… mas com um frio de rachar, 40 minutos chegaram-me e com toda a certeza não gastei um décimo da energia que consumi ao atacar meio pão-de-ló!

Bem cedo, o mar, no Cabedelo estava assim para o assustador!
E olhando o pessoal do Body Board, do cimo do molho só pensava!
“Tão doidinhos! Cum catano”!
O Cabedelinho estava manhoso, para não variar! Mas deu para o gasto.
Já Buarcos… Ai, ai, ai… Fazia suspirar qualquer um! E apesar da tarde estar escura, o mar estava transparente, em tons de verde água, a areia quase prateada... Só dava era vontade de chorar!
Ora, na tentativa de ainda fazer algo de tarde, andei de porta em porta, a tentar adiantar qualquer coisa. Mas definitivamente o país está em tolerância de ponto, as instituições estão fechadas e a Figueira foi toda para o Jumbo, ver montras!

Assim, ainda não são 18h e cá estou eu a fazer um cadito de tempo antes de, depois de jantar, ir fazer a derradeira tentativa de não deixar este dia a zeros!
E… o que venho eu fazer aqui?
Não sei bem!
Ainda pensei em comentar o discurso de Natal, do Sócrates (bem filosófico aliás, para nos atrofiar o raciocínio), em fazer um balanço do Natal, uma analise do orçamento ou uma descrição pormenorizada sobre algumas coisas que (re) descobri… mas não!
Basicamente, venho queimar uns minutos!
E aproveito para deixar uns recados, para vocês também queimarem um tempinho aqui! Amanha, pode ser que me saia algo mais inspirado!

Para a Maria, que pediu ideias para baptizar dois gatinhos que adoptou (podem deixar ideias se forem criativos), tenho a dizer-te que se olhares para eles com atenção, logo hás-de descobrir os nomes mais adequados! Mas assumo o papel de madrinha, claro!
Não tenho grande habilidade para escolhas! (Karma!)
O meu gatinho era Boris, vê bem! (Era ele que mandava cá em casa e em mim! Tinha de ser um nome possante!)

É que me parece que o nome é uma coisa realmente pessoal… Senão vejamos:

Como sabem o meu nome é Lara Ariana…
E com isto suponho que o meu pai me registou sem ainda ter olhado bem para mim, ou, assumidamente, fui trocada na maternidade!)
Lara?
Mas isto não é nome de cão?... zzzzzzzz…
(Escusam de brincar com este facto! Lol)
Lara, é uma personagem do romance “Doutor Jivago”…
E se atentarem ao livro ou ao filme (que por acaso não é mau), eu… francamente não tenho nada de parecido com a mocinha (com alguma pena, aliás).
Mas não bastava este facto e… Pimba! Toma lá que são morangos!
Ariana!
Oh paizinho… mas eu não sou loura, nem espadauda, nem tenho olhos claros, nem com um QI acima da média…
Maria até me caía bem… Não?
É mais vulgar. Simbólico. Bíblico. Representativo e… eu até nasci a 13 de Outubro.
(Se bem que não sei o que é que o pai bebeu nessa noite que me registou a 14)
E se os papás queriam acrescentar-me algo poderia ser Castanha! Maria Castanha. (Em homenagem ao Outono ou ao ser morena)…
Ou Maria come-e-dorme (as únicas actividades que desenvolvi até começar a andar)…
Mas… está escolhido e acabei por me habituar a ele.
Maria, quanto aos gatinhos... pode ser que o pessoal dê umas dicas!

Para a Nha Lel´s… quirida minha, paixauuuu… recebi a tua encomenda hoje!
Aliás foi direitinha para a caixa de correio da vizinha!
(Estou em guerra aberta com o carteiro! As contas ele não se lembra de trocar)
Acho que vou amar tanto quanto a “Senhora dos Açores”. Mas ficas a saber que quero, um dia, ler essa ilha, nas tuas palavras!

Para o Sô Rebolo, pá Sô Dona Batista e pó Sô Azevedo (soa tãooooo estranho!), não há palavras! Muitos beijinhos!
Vocês são uns diabretes irresistíveis e fazem-me sorrir todos os dias!

Antes de acabar os recados (os outros resolvo pessoalmente), tenho de vos agradecer (outra vezzzzzzzzzz! Sou chata!!!) o vosso carinho!
É que estes dias não foram iguais para todos e muitas pessoas (de entre nós), passaram o Natal sozinhos, perderam um ente querido, foram alvo de contratempos ou estiveram a trabalhar… e isso faz-me pensar que realmente, eu e tu, que estás a ler… temos sorte!
Somos protegidos e privilegiados!
E, não faz mal nenhum agradecer! (Pois não?) Bemmmm pelo contrário…

Ahhh!!!!! Boas vindas para os recém chegados a Kabba.

Bom final de semana para… TODOS NÓS!

20.12.08

10 Motivos para detestar o Natal e 1 para gostar:

Da mesma forma que não gostamos todos da mesma coisa, eu não gosto do Natal!
Podem pensar que estou doida.
Que sou pessimista ou que ando com os azeites…
- Nem por isso!
Escolho 10 razões, mas podiam ser mil!
São apenas 10, porque 10 foram os minutos que passei a observar o que se passava à minha volta.
Ainda assim, reconheço que esta noite, principalmente porque junta as famílias, é uma noite especial!
E desejo que a passem realmente envoltos no que é importante!
Muita luz para todos!


Mas nem tudo é mau!
Encontrei uma razão para gostar do Natal!
Mas tenho mil razões para amar o fim de Outono, para venerar Dezembro, para acreditar no espírito de Natal…
E ainda tenho esperança que o que está mal, por milagre das consciências individuais e colectivas, mude!

Porque não gosto:
1 – Jesus Cristo não nasceu a 24, nem a 25, nem sequer em Dezembro…
O Natal é uma farsa! Uma invenção. Uma manobra de diversão.
2 – Consome-se, consome-se, consome-se até à overdose.
3 – As pessoas fingem que estão felizes, mas vão por tudo no prego para estoirar em lembranças e voltam para casa… vazias!
4 – Já ninguém escreve cartas, nem acredita no Pai Natal, nem faz o bem em troca de nada.
5 – No Natal tenho de escolher entre o pai e a mãe e magoo sempre quem amo.
6 – No Natal não posso estar com quem amo.
7 – No Natal a solidão é mais dolorosa e quem está só pensa em morrer…
8 – No Natal não há igualdade, nem justiça. Não há bacalhau nem bolo-rei para todos e milhões morrem de fome, de frio e de tristeza.
9 – No Natal os velhinhos são esquecidos nos lares e as crianças abandonadas nos orfanatos. Os doentes choram nos hospitais e os sem abrigo dormem sob o frio da noite gelada.
10 – No Natal sinto-me pobre e pequena. Sei que estou pobre e mirrada. Fico ainda mais pobre e impotente.

Porque gosto:
Felizmente, o Natal é só um dia!
Mas quem realmente sente o espírito de Natal, pratica-o em todos os dias do ano…

24.11.08

O desafio da indecisa! :)

A Xana tem o blog:
http://alexanina.blogspot.com/ (Indecisa),
que vou espreitar várias vezes!
Das suas "INDECISÕES", hoje, veio um desafio irrecusável:

"Usa as letras do teu primeiro nome, ou Nick no blog, e por cada letra escolhe uma palavra que tenha um significado especial iniciada por cada uma delas e justifica brevemente a escolha de cada uma das palavras. Depois "posta" e desafia 5 pessoas à tua escolha enviando um comentário para que saibam que foram desafiadas."
Então aqui fica:

L - Lunática. Viajando algures entre a terra e o infinito.
A - Agradecida... Sempre! Por tudoooo... a todos...
R - Recuso-me a ver a maldade! Sou "parva", por opção!
A - Autenticidade! (SOS! Precisa-se na Terra!)
E - Entrego-vos parte do que penso e parte do que sinto! (O resto levo às costas, na viagem!)
M - Mar... e mar... e céu... e sol... e chuva... e... os que amo.
K - karma. Percorrendo um caminho que é só meu.
A - Ama os outros como gostarias de ser amado.
B - Balança, com ascendente em Caranguejo.
B - Batalhar com bravura, com brandura e com bom-humor!
A - Aposto que não sei nada de nada!
Ou no aqui, ou num além...

Ela estendeu o desafio ao outros blog´s.
Eu desafio-vos, a TODOS a:
vistarem o blog dela,
a serem felizes o mais que possam,
a viver na vossa verdade, nem que num só dia das vossas vidas e
a continuarem a construir KABBA, juntamente comigo.

PS: O resto, só blogo amanhã.
Vem um outro desafio à séria, misturado na minha última leitura!

1.10.08

Dá, recebe e agradece!

Hoje, sê grato por tudo o que recebes .
Hoje, não te zangues nem critiques.
Hoje, não te preocupes.
Hoje, desempenha honestamente a tua função .
Hoje, respeita o teu semelhante e tudo o que vive.

E se alguém se está a perguntar:
“ – Mas que raio é em isto?”
Eu explico!
São os princípios básicos de uma terapia muito especial, que muitos até conhecem, e que se chama Reiki! Mas já explico isto melhor!

Ora, o blog não está propriamente de volta e eu também não! Ainda não estou no lugar! Não é que não tenha passado tempo suficiente para assentar as ideias, mas em tantos caminhos alternativos em que me fui enfiando… parece que me perdi algumas vezes (o que não é necessariamente mau! Mas distrai-me com tantas belezas, com tantas sensações, com tantos nadas…!) Destes dias não há fotos, textos, palavras, lembranças, objectos… Tudo foi VIVIDO! Vai levar mais uns dias até regressar (espero eu), mas adianto já que foi e está a ser muito, muito, muito bom! Aliás, tenho a sensação (e sei) que muitos de vós andam a fazer coisas muito, muito boas! Fico feliz por vos ver a lutar com tanta coragem! E a verdade é que tenho muitas saudades vossas…
De entre tantas coisas maravilhosas que tem sucedido, e das quais quem sabe não vou escrever um dia, ontem aconteceu algo que me obrigou a vir escrever este texto.

E se pensam que escrevo por escrever… nem pensar!

Esta é mais uma partilha que faço convosco, dando o exemplo de algo que aconteceu comigo, para que possam transpor tal coisa para as vossas experiências pessoais e tentar entender o porquê das coisas!

Cá vai:
Na sexta-feira, muito, muito cedo, antes de fazer uma viagem a terras do Sul, enfiei a prancha no carro e fui tentar surfar! Coisa que já não me lembrava de ter feito! Ora, esta necessidade, pouco súbita, vinha a crescer de dia para dia e nessa manhã estava já perto da paranóia!
Corri todas as praias a Sul da cidade e… nada… nem uma!
Só uma!
Pequena!
Micro!
Minúscula!
Simplesmente: zero!
Esta foi uma gota de água para o meu potezito das energias negativas e acabei por viajar sem ter lavado a alma antes! (A viagem foi soberba, já agora!)
Regressada da viagem, estupidamente cansada de não ter feito nenhum durante 48horas, na segunda-feira de manhã, voltei a enfiar a prancha no carro e prometi a mim mesma que iria gastar a hora de almoço a esvaziar a alma no meu amado “Senhor mar”. Tal era a ansiedade e a necessidade que corri a manhã toda de forma a produzir o mais possível! Não havia nada a correr mal… tudo estava a ser o que planeara! Então, ao dirigir-me para os correios (última tarefa antes de ir ao mar), subitamente, a meio do caminho, deu-me uma dor tão grande nas costas que tive de “atirar para o chão”!

Primeira lição do dia:
- As coisas não são como queres! Por mais planos que faças! E se aceitares isto, sofrerás menos.



Com isto, deitada no chão, electrocutada pela dor, mas mais pelo choque da possibilidade de não ir à água nem nesse dia nem nos próximos, só me apetecia chorar!
E foi um facto!
Não fui ao mar, nem posso ir nos próximos dias, apesar das estupendas condições!
Arranjei uma ruptura muscular nas costas, vinda de um aparente nada e que me impede de fazer as coisas mais simples!

- “Vinda do nada?” – escrevi eu? Sim, escrevi! Mas é mentira! Isto é o que digo aos outros… porque aqui entre nós, nada é ao acaso e tudo tem uma explicação!

E então, perguntam vocês, o porque disto tudo e onde está o interesse?!
Arrisco-me a ser arrogante ao tentar explicar, por isso vou apenas contar-vos o que aconteceu a seguir! Julgo que somos feitos de “energia”… Tal como todo o universo que nos rodeia. As energias circulam melhor ou pior, consoante os bloqueios que as condicionam. Eventualmente acumulam-se no corpo e na alma! Provocam danos! Bons ou maus, consoante os fins que lhes damos!

Depois de uma visita à farmácia e outra à cama, decidi que uma massagem poderia resolver o problema! Deixei acumular energias más até ao ponto de não me conseguir “auto-desnodificar”. Felizmente o meu corpo foi explícito! Tenho sempre muita sorte! Felizmente não adoeci! Felizmente não fiquei doente na alma!

E esperei 4 horas por uma massagem!

Segunda lição:
Nos detalhes estão as coisas realmente importantes e receberás o que é teu quando estiveres preparado para isso. Há coisas que não chegam da forma mais vulgar e por isso se têm os 5 sentidos, a intuição e a inteligência! Para ver para além do óbvio!


Valeu bem a pena esperar!
Por indicação da minha querida amiga, conheci a Filomena!
Isso foi o “especial” do dia.
Quando me vi deitada na marquesa, envolta por Budas, símbolos, objectos e energias tão familiares, música de yoga, essências, óleos e aromas do Oriente, senti-me instantaneamente melhor por dentro!
Isto sem que as dores das costas acalmassem, apesar das mãos quentes e envolventes da espirituosa Filomena!

Não sei bem porque, mas quando tinha a cara enfiada no buraco da marquesa, retorqui qualquer coisa do género:
- “Tenho o corpo completamente intoxicado! Sinto-me envenenada e entupida!...”
Usei três adjectivos aparentemente estúpidos, todos seguidos, e fiquei em silêncio à espera da reacção dela. Surpreendentemente ela pareceu entende-los melhor que ninguém.

Terceira lição do dia:
Até as coisas mais descabidas devem ser partilhadas com o destinatário da “mensagem”. É que nem sempre entendemos o que dizemos ou sentimos… mas talvez o outro entenda!


De tal forma que assim começou uma conversa de muito conteúdo. A massagem durou mais uma hora que o previsto. Ajudamo-nos mutuamente. E até surgiu numa decisão muito importante para o futuro dela! E terminou-se a massagem com uma sessão de Reiki, que eu nem sabia ao certo o que era, mas que reconheci assim que ela o começou a fazer, sem aviso prévio! Bem… só sei que no fim não tive forças para me levantar e fiquei a tremer, da cabeça aos pés. Incapaz de falar por uns largos minutos, sentia-me prisioneira do meu próprio corpo.

Ela saiu, sem dizer nada, e deixou-me quentinha debaixo de uma manta.

Enquanto esperava uma reacção do corpo, deixei que a minha mente viajasse… pratiquei um bocadinho de meditação e usufruí das energias que entretanto circulavam pela sala.

Quarta lição do dia:
Aproveitar cada momento ao máximo! Se não nos deixarmos relaxar pela vida e pelas mãos de quem sabe, nunca conseguiremos absorver as energias boas que circulam à nossa volta. E se te sentes aprisionado em ti mesmo, começa por te libertar na alma… o resto vai fluir!

Deixo aqui apenas um pequeno apontamento que vos pode levar a outros “mundos”, a outras terapias, a outras energias…
Faço meditação e ioga, como sabem e transcrevo isto:


“A Meditação é bem mais do que se imagina à primeira vista. Os benefícios desta prática são incontáveis. Os mais superficiais são a conquista do controlo da difícil e rebelde mente e consequente paz de espírito, discernimento e equilíbrio emocional e físico.
À medida que se vão limpando e harmonizando os corpos subtis e as emoções que nos aprisionam à 3ª dimensão, vamos conseguindo subir espiritualmente, vamos elevando a fasquia e vamos poder contactar de forma mais directa e sem intervenções, com os nossos Guias, Anjos, com o nosso mental superior, onde podemos encontrar as respostas para as nossas muitas perguntas e dúvidas.
A Meditação pode ser praticada por qualquer pessoa indiferentemente da sua religião. Aliás, em todas as grandes religiões e filosofias do mundo existe a prática de Meditação, de uma ou de outra forma, mais ou menos óbvia. Mas não se pense que é fácil porque não é. O “domar” a mente, o fazer com que ela trabalhe a nosso favor requer persistência, disciplina e fé. Não se consegue de um dia para o outro.
O grande objectivo da Meditação é silenciar a mente. Hoje consegue-se durante 15 segundos, amanhã consegue-se 25. Daqui a uma semana conseguimos atingir os 2 minutos de silêncio. Pois é assim é longo este caminho, mas o resultado é literalmente divino (…)”

Quanto ao Reiki, visto que sei pouco, deixo alguns tópicos que pesquisei. Aconselho que procurem quem o saiba praticar… e desfrutem! E visto que está acessível a todo o ser humano, aprendam-no! Vou tentar também!

“Reiki quer dizer Energia Vital Universal. Aprendemos a trabalhar com esta energia e podemos limpar e harmonizar pessoas, animais, plantas, ou seja, todos os seres vivos, e até situações do presente ou do passado. O REIKI propicia principalmente a auto-cura, amplia a nossa consciência, relaxa, ameniza o stress e as dores da Alma, limpa e desintoxica o corpo físico e emocional, fortalece corpo e mente, equilibra os chakras, promove o crescimento espiritual, aumenta o poder de observação – interior e exterior, a auto-estima, aumenta a criatividade e a Energia Vital.
O Reiki é uma excelente ferramenta na construção da nossa felicidade e bem-estar (…)”

Última lição do dia:
Dá, recebe e agradece!

Esta frase, que li algures enquanto me procurava nuns livros, repeti-a algumas vezes à minha maior amiga! E julgo que ela, na sua sabedoria, a estendeu bem melhor que eu! Agora, escrevo-a para vocês também!

Espero que (vos/nos) seja útil!

...Beijos-meus...

3.9.08

SINAL INEQUIVOCO! Hoje, VOU chover e o céu vai chorar.

Fui procurar um casaco bem quente…
Sinal inequívoco que CHEGOU o Inverno… pelo menos para mim!
Sai de casa, antes de haver sol, e fui à praia! Só me vim embora quando finalmente choveu!Caíram umas gotas raras e pesadas que me acertaram em cheio e nem fugi delas!
Estava mesmo a precisar!

Acordei com os olhos rasos de água, com um formigueiro doloroso no nariz e um nó na garganta, que não PASSA!
Sinal inequívoco de que hoje vou chorar!
(Seja agora… depois… no meio de uma conversa… num local inapropriado… perante algo que me comova! É certo que de hoje não passa! Vai ser bom, espero!... E nem vou procurar os motivos, porque sei de antemão que se não os sei, é porque são motivos demais! Mas isso não vem ao caso!)

Vim para o YouTube, na hora de almoço, que tirei para vir a casa e comer M&Ms, numa busca de algo que se identificasse com esta manhã em mim…
Lembrei-me de uns temas:
"Aguas de Março"… "Desafinado"…
Acordei “de ovo virada para a lua” e para a Bossa Nova! (A única música Sul-Americana que realmente amo!)… Com um cheirinho a jazz era mesmo bom! Tom Jobim… talvez…

Devia acender a lareira e abrir uma garrafa de vinho!
(Mas não tenho lenha e ainda só estamos no Verão! Mas fui buscar um trapo quentinho no qual estou embrulhada até às orelhas!)
Já devo ter saltado umas boas dúzias de vídeos, todas com umas dúzias de anos!
(OU estou velha, OU melancólica OU em busca de maturidade!)…
Acabei por ir matar saudades, e espreitei a minha versão favorita do “Desafinado” (para a qual apenas deixo o link: http://br.youtube.com/watch?v=Qdsv6HQWXxg&feature=related (porque o vídeo é francamente mau, mas a qualidade da música compensa.
É para ESPERAREM que a voz da Astrud Gilberto se eleve durante a melodia… ai sim… vai valer a pena!)

Decididamente ando aos pulinhos, de vídeo em vídeo, e NÃO ENCONTRO o que procuro! (Acontece muitas vezes… em muitas coisas! Com vocês também é assim?)
Vou dar mais um pulinho a um dos sons que mais gosto, muito bem misturado e escondido num tema que de inicio nem gosto muito… mas depois… quando vem aquele som… QUASE NO FIM… Passo-me!


Isto começou ontem às seis da tarde e levantei-me, hoje, às seis da manhã.
Já estava assim…
Estava para chover por estes lados!

Então, li um recado que a Ana me deixou no msn, durante a noite (adoro receber recadinhos assim!) a dizer que entendia. (O que ela disse entender, vinha a propósito de outras conversas, boas e más… espalhadas aqui, nas linhas e entrelinhas do blog!)
Fiquei a pensar, durante a manhã, se não vos passo apenas duas imagens, de mim:
A de que sou muito (falsamente) feliz e a de que sou (definitivamente) tolinha!
Não! Não sou só isso! E não é isso que quero!
O que acontece, é que aqui eu posso escolher o que “publico” e o que vos quero “transmitir”. (Não posso ter um canal de televisão só para mim, por isso comunico assim... com palavras e ideias umas vezes certas e outras mais tortas!)
E continuo a pensar que é sempre melhor partilhar a alegria, do que ter tristezas para dividir!

Claro! Tristezas; todos as temos! Todos temos momentos em que nos sentimos “ A king whithout a crown”. http://br.youtube.com/watch?v=hip2i9yHZ38&feature=related
(Matisyahu. Maravilhoso! Comprem o cd ou devorem TUDO o que estiver ao vosso alcance!)
E mudei de “estilo"! :)

Mas voltando à “batata quente”:
São inevitáveis as dores, as frustrações, as duvidas, as incertezas, os vazios ou as solidões! Mas chorar ou ter medo não deve ser vergonha para ninguém! Pois não?...

Olho o relógio! Xiiiii…
Acabou a hora de almoço e nem comi o saco todo dos M&Ms…
Sinal inequívoco que estou atrasada!
Fui!

19.8.08

Sentidos & Elementos...

(Desligo-me deste mundo para escrever.)

Terra (metal e madeira), água, ar, fogo e éter…
Visão, olfacto, visão, tacto, gosto e fé…

(Em segundos volto atrás.)

Cheirava a maresia quando me resolvi e recolhi as coisas.
(Estou lá!)
Tudo está estranho e só o odor que vem de dentro do saco, com fruta, me acalma o nervosismo. É o único que reconheço…

Caminho para o mar e não deixo pegadas.
O mar está gigante. Cospe fúrias de espuma, e dores e mágoas.
Fecho os olhos.
Curvo-me perante ele e levo-o à boca.
Não está mais frio que o costume, mas está mais salgado!
Esmaga-se em fúria aos meus pés, recusa-me por piedade e deposita na areia, dura e suja, atrás de mim, todas as tristezas do mundo.

Despeço-me num gesto de respeito e de entendimento. Não é dia para brincadeiras.

Também não suporto olhar em volta e ver tantas tristezas! Basta!
Não quero ver mais!
Fecho os olhos e caminho para casa, descalça.
Uma hora pelo menos, ao meu ritmo de agora, por um caminho em que tenciono não ver, mas desejo ser sentida ao passar.

Subo as rochas e cheira a pó. Depois a café e mais à frente a alcatrão.

Os elementos estão em fúria. A ira que paira no ar, apalpa-se.
A madeira agita-se e o que se respira não está puro!
O vento está em fúria, como o mar.
O sol ferve e incendeia a estrada.
Sopram rajadas de todas as direcções. Suponho que levam os lamurios para longe… que depois se quedam no mar e que este cospe na areia, num vómito dorido e penoso…
Não sei o que se ouve no mundo, nem para onde correm ou de que falam as gentes.

Fecho a boca e sigo o meu caminho em silencio… Deixo que a fé faça a sua parte.
Sigo um caminho, um rasto de éter, um atalho, pensado, para casa.

Um após outro sinto-os, sei-os, vejo-os sem precisar de olhar…
Cheira a fumo de carro e restos de mar, depois a relva cortada e sombra, tinta fresca da passadeira, a jornal e plástico de bóias, a tremoços, amendoins e gasolina. Paro para a cheirar um pouco mais.

O chão está frio, estou na sobra.
Retomo o caminho e o vento muda de direcção.
Mais fumo de escape, mais cheiro de gente e de cigarro.
Entre milhares não encontro o cheiro que mais amo… Cheira a perfumes que não conheço e a óleos de bronzear.

Inicio a subida e alguém está a cozinhar numa varanda ou num jardim, cheira de novo a erva, a relva, a frutos que nascem nas árvores sem serem tratados. No cimo da subida, depois do intenso odor a erva seca, doem-me os pés, finalmente, e cheira a pão quente.
Sinto fome.
Da mala tiro mais uma peça de fruta e cheiro-a. Depois paro de o fazer e, como-a.
O muro ao qual me encosto está velho. Quase tanto quanto eu! Cheira a antigo, a bafiento e a bolor! Deve estar virado para a sombra o ano inteiro. Lamento...
Não cheira a flores nem a casa habitada. Tomara não se decida a ruir agora.

Passo pelo cloro da piscina. Pela terra molhada…
Mais carros, mais pó, mais gente, mais lixo.
De novo, terra molhada com água canalizada… Também cheira bem mas não é o mesmo que terra molhada por chuva. Mas a chuva também não vem hoje, e isso quem diz é o vento. Acredito nele e sigo em frente.
Há vidros no chão mas não calço os chinelos.
Entre um pedaço de passeio e outro crescem ervas abundantes!
Suponho assim que ali não passa gente!
Só ao lado, na estrada, nas suas viaturas potentes, de metal e de futilidade!

Caminho sem pressa. Sinto falta de algo…

Finalmente sinto o chão liso e limpo. O mesmo que sinto quando me sento na rua. Estou perto… tão perto…
Subo os degraus de mármore, que está frio como sempre.
(Hoje, não me importava de ser como ele).

O cão do 1º andar, continua aprisionado numa varanda que aprendi a odiar tanto quanto ele. Respira apenas para sobreviver!
(Como amava arrancá-lo de lá.)

As pontas dos dedos sabem o código da porta de cor, que se abre para eu passar.
O vizinho não está em casa. Não cheira a alcool. Ainda bem.

Cheira-me a Lara cansada e vai saber bem saltar para o banho.
Estou em casa, a chave cabe, a porta abre e cheira a mim…
Bom ou não, cá estou eu.
Cheguei!

14.8.08

De lua a lua...


Enquanto a lua enche...
Vou...
Vê-la de perto...No céu e no mar...


Para poder (RE)voltar no vento...

E tenciono voltar...

5.8.08

Tanto em tão pouco...

Para vocês.

Com o melhor que existe dentro de mim...

3.8.08

COORDENADAS N40º12.128" e W008º 53.483



O local estava marcado 150 milhões de anos antes da nossa Era.
Coordenadas: N 40º 12.218' e W 008º 53.483', 261,88 metros de altitude.
Perto do céu… Perto do mar… Longe de tudo.

Ambos chegaram na hora destinada.
Recebidos por um céu estrelado e mais brilhante que nunca, num Verão abafado pelo bater de dois corações em desejo.
O mar, esse, observava em repouso, coladinho à brisa suave que abrandou para os ver chegar.
Olharam para o abismo em pontas dos pés, e o mar sábio devolveu-lhes a imagem num espelho de prata imenso, doce e onduladamente encarnado de paixão.

Só então se olharem nos olhos e se tocaram.

Sem que mais um minuto pudesse correr, a brisa levou-lhes as máscara, desfez as roupas, calou as palavras e chamou a lua que, protectora, desceu do céu, e prateou-lhes as sombras ondulantes.

Suspensos no corpo um do outro, ficaram de alma semi-nua!
Pendentes no topo do mundo, tiveram-se sem precisarem tocar-se de novo!

Mantiveram-se calados entre beijos ascéticos e toques platónicos.
Em silêncios disseram as coisas mais belas… as que não seriam possíveis de dizer ainda que dominassem todos os idiomas da terra. Ainda que descobrissem no universo, letras, formas e ideias que exprimissem o fogo que lhes consumiu os corpos!

- Não temos forma. Nem passado, nem futuro!
- Desde sempre e desde agora, amo-NOS. Amo-nos porque só cabemos nesta palavra!
- Nada temos que nos una e nada temos que nos separe!

Do penhasco começaram a caír palavras.
Uma a uma.
Poucas.
Que viajaram para longe, até à luzinha do barco que flutuava no mar.

- Onde andámos? Onde andámos tanto tempo?… Que foram tantas vidas… tantas dores!
- Mas finalmente chegamos…
- É tarde demais. Perdi o que tinha para te dar. Já não sei ser outra coisa que não a busca de ti…
- Mas… eu estou aqui. Estou aqui para ti… Finalmente… Foi para isso que vim.

Do penhasco caíram as lágrimas.
Uma a uma.
Não foram poucas.
Que viajaram para longe, até às profundezas do mar.

- Andamos em busca um do outro, perdidos em braços e corpos que não eram os nossos… E afinal demoramos tempo demais a chegar, porque nos perdemos algures nos caminhos, mesmo antes de nos encontrarmos.
- E por te encontrar... julgo que me perdi...

Do penhasco caíram, finalmente, os dois corpos.
Um ao lado do outro.
Pesados, esgotados.

O calor do último olhar, inflamou tudo em redor e transformou o mundo em cinzas!

Do céu caíram as estrelas, que se fundiram nos dois corpos cadentes e se apagaram depois na fúria do mar, que secou.

Mas em cada noite que passa, duas almas cintilam ao longe como estrelas, e ainda conseguem sorrir felizes, aguardando que a Era da dor passe...
Para que possam finalmente, procurar as SUAS coordenadas e...
encontrar-se,
amar-se e
não mais separar-se.

Até lá, tudo estará por viver.
Até lá, a cama continuará quente e doce com o calor dos seus corpos, ainda que não tenham dormido nela uma só noite.